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Qual a missão dos Anjos?

Quando o Filho do Homem vier na sua glória com todos os seus anjos… (Mt 25,31)

Bossuet dizia que: Os anjos oferecem a Deus as nossas esmolas, recolhem até os nossos desejos, fazem valer também diante de Deus os nossos pensamentos… Sejamos felizes de ter amigos tão prestativos, intercessores tão fiéis, intérpretes tão caridosos “Porventura, não são todos eles espíritos servidores, enviados ao serviço dos que devem herdar a salvação?” (Hb 1, 14).

Os anjos estão presentes desde a criação do mundo (cf. Jó 38,7); são eles que fecham o paraíso terestre (Gn 3, 24); protegem Lot (Gen 19); salvam Agar e seu filho (Gen 21,17); seguram a mão de Abraão para não imolar Isaac (Gen 22,11); a Lei é comunicada a Moisés e ao povo por ministério deles (At 7,53); são eles que conduzem o povo de Deus (Ex 23, 20-23); eles anunciam nascimentos célebres (Jz 13); indicam vocações importantes (Jz 6, 11-24; Is 6,6); são eles que assistem aos profetas (1 Rs 19,5). Nos Evangelhos eles aparecem na infância de Jesus, nas tentações do deserto, na consolação do Getsêmani; são testemunhas da Ressurreição do Senhor, assistem a Igreja que nasce e os Apóstolos, enfim prepararão o Juízo Final e separarão os bons dos maus.

Toda a vida de Jesus foi cercada da adoração e do serviço dos Anjos. Desde a Encarnação até a Ascensão eles o acompanharam. A Sagrada Escritura diz que quando Deus introduziu o Primogênito no mundo, diz: “Adorem-no todos os Anjos de Deus” (Hb 1, 6).

Até hoje a Igreja continua a repetir o canto de louvor que eles entoaram quando Jesus nasceu: “Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência divina” (Lc 2, 14). São eles que protegem Jesus na infância (Mt 1, 20; 2, 13.19); são eles que servem Jesus no deserto (Mc 1, 12); o reconfortam na agonia mortal (Lc 22, 43); eles o poderiam salvar das mãos dos malfeitores se assim Jesus quisesse (Mt 26, 53). Da mesma forma que os anjos acompanharam a vida de Jesus, acompanharam também a vida da Igreja, e a beneficia com a sua ajuda poderosa e misteriosa (At 5, 18-20; 8,26-29; 10,3-8; 12,6-11; 27,23-25). Eles abrem as portas da prisão (At 5, 19); encorajam Paulo (At 27,23 s); levam Filipe ao carro do etíope (At 8,26s), etc. São Paulo acentua a subordinação dos anjos a Cristo vitorioso sobre o pecado e a morte (Hb 1,7-14; Ef 1, 21; Cl 2, 13).

Na Festa dos Santos Arcanjos, a Igreja reza ao Senhor assim:

“Ó Deus, que organizais de modo admirável o serviço dos anjos e dos homens, fazei sejamos protegidos na terra por aqueles que vos servem no céu.” (Oração do dia).

O Catecismo nos ensina que: “Ainda aqui na terra, a vida cristã participa, na fé da sociedade bem-aventurada dos anjos e dos homens, unidos em Deus.” (§ 336). “Quando o Filho do Homem vier na sua glória com todos os seus anjos…” (Mt 25,31).

No Apocalipse os Anjos aparecem como ministros da liturgia celeste, oferecendo a Deus a oração dos justos. “Na minha visão ouvi também ao redor do trono, dos Animais e dos anciãos, a voz de muitos anjos, e número de miríades de miríades e de milhares de milhares bradando em alta voz: “Digno é o Cordeiro imolado de receber o poder, a riqueza, a sabedoria, a força, a glória, a honra e o louvor” (Ap 5, 11). Eu vi os sete Anjos que assistem diante de Deus. Foram lhes dadas sete trombetas. Adiantou-se outro anjo, e pôs-se junto ao altar, com um turíbulo de ouro na mão. Foram-lhe dados muitos perfumes, para que os oferecesse com as orações de todos os santos no altar de ouro, que está diante do trono. A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus.” (Ap 8,2-5).

Na Liturgia a Igreja se associa a eles para adorar o Deus três vezes Santo: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus do universo…”. Na despedida dos defuntos a Igreja roga: “Para o Paraíso te levem os anjos”. Na Festa dos Santos Arcanjos a Igreja ora assim: “Nós vos apresentamos, ó Deus, com nossas humildes preces, estas oferendas de louvor; fazei que levados pelos anjos à vossa presença, sejam recebidas com agrado e obtenham para nós a salvação.” (Sobre as oferendas).

Prof. Felipe de Aquino

Reconhecer-se falho é essencial para tornar-se forte

RECONHEÇA SEUS ERROS PARA SER FELIZ

Reconhecer-se falho é essencial para tornar-se forte. Não é viver errando, como se tivesse acertado, mas admitir o erro para fazer diferente da próxima vez.

A pessoa “perfeita” é pobre de sentimentos, vive um perfeccionismo estragado que não a deixa crescer.

Quem admite suas fragilidades sabe se colocar no lugar dos outros e não cobra aquilo que não pode dar.

O adágio popular nos diz: “vaso ruim não quebra”. Nada mais certeiro. Sou ruim, mas não quebro. Sou perfeito, mas vivo esfacelado. É simples entender essa dinâmica. A pessoa ruim (diferente de má) sabe que estamos todos no mesmo barco e, por isso, sujeitos aos mesmos erros. Sabe da sua ‘ruindade’, admite suas fragilidades e não cobra nada de ninguém. Este tem mais chances de tornar-se bom. Aquele que é “sem defeitos”, ou seja, um vaso bom (sem o ser), quebra-se facilmente, pois cobra-se em demasia e pouco pode fazer para manter ativa a figura inacabada de super-herói.

Arrependo-me das vezes que precisei mentir para esconder minhas fragilidades. Entendi que admitir o erro é essencial para humanizar-me.

Esconder-se atrás de uma “santidade de fachada” apaga em nós o senso de liberdade bem direcionada.

Quem quer ser santo que admita seus erros. Quem diz não ter erro está condenado a morrer com eles.

Nem sempre teremos uma segunda chance para causar uma boa impressão nas páginas da vida. Há erros que parecem apagar a admiração dos outros com relação a nossa pessoa. Há erros que nos paralisam, outros nos motivam a fazer diferente da próxima vez. Erros não são sobremesas desejadas, mas comidas estragadas. É um querer acertar, mas errar. É errar por querer acertar.

“Todos nós precisamos parar de representar um personagem certinho e admitir nossas mazelas”

Deixemos cair nossas máscaras. Todos nós precisamos parar de representar um personagem certinho e admitir nossas mazelas para então tratá-las e ver-se livre delas. Um resfriado pode continuar sendo somente um resfriado ou progredir para uma pneumonia. Ninguém pede para ficar gripado, mas só chegaremos a um estágio pior se assim o permitirmos. Os erros são a gripe. A ilusão da perfeição é a pneumonia.

Meu texto não é perfeito, eu também não o sou, mas continuo vivendo e acreditando em mim. Luto para mudar aquilo de estragado que o mundo insistiu em me apresentar e vou me tornando melhor à medida que deixo de me esconder com medo dos erros aparecerem. Sou imperfeito sim, mas feliz, porque aprendi que o reconhecimento da imperfeição é o principal passo para uma vida de plenitude.

Paz e bem!

Conteúdo enviado pelo internauta Paulo Franklin | Destrave